Pés na estrada

Primeira vez que estou vendo a estrada abaixo dos meus pés e não acima de minha cabeça. E o amor de antes não me procura mais. O amor de agora me faz tremer de medo de não poder mais o tocar e eu me importo com isso. Minha mente influenciável me faz lembrar seu sorriso. Mais um dia se passou e você não ligou. E agora é diferente, pois não nos falaremos à noite. Você não me ligou e me preocupo com isso. Tento evitar de te ligar pra não te sufocar. Espero também, pq não sei o que falar. Pq tenho medo de que vc diga olhando nos meus olhos que não dá mais. E então não terá mais volta. Então teria que procurar de novo um outro amor. E esse é o primeiro poema só pra você. É o primeiro que em tempos não escrevo apenas pelo que sinto, e sim pelo que sinto por você. Éramos tortos. E gostávamos de nos encontrar assim. Éramos surpresa de uma loucura um para o outro. Mas sempre sabíamos de uma verdade que certamente nos comandava. Compromisso do qual fugíamos por troca de uma liberdade cega. Quando pude cogitar de existir vc na minha vida sem loucuras, de você comigo não por um momento, de nós juntos com outros objetivos, pensei ser só uma possibilidade. Mas você ouviu meus pensamentos e juntou-se a mim com um propósito, com o mesmo ideal. Voce disse que me amava, ou pelo menos que gostava e sentia minha falta. Você propôs casamento. Você delimitou regras. Você perguntou se eu seria fiel a você. E eu a tudo disse sim. Mas não sabia se era isso mesmo. Não tinha aquela certeza avassaladora que abate os casais apaixonados. Mas gostava. Então você prefere não nos machucar, você prefere se afastar e não me ver como antes. Você tem medo de algo que posso ser. Você tem medo de algo que não sei. Poderia até dizer que quero pra sempre, de tão grande a falta que você me faz. Mas te amo agora e te queria aqui comigo. Pq essa falta eu não sabia que iria doer tanto. Tarefas, correria, estudos só pra não perceber que você não está aqui.